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A Freira

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Este artigo faz parte do DesFilmes, a sua coletânea de filmes rejeitados.
Enquanto você lê, lutadores de kung-fu voam em um filme asiático

A Freira é um filme caça-níqueis lançado em 2018, um spin-off feito as pressas cujo único propósito é pegar carona na popularidade de Invocação do Mal 2 e encher um pouco mais o bolso da Warner Bros. Pictures e de James Wan. Mas diferente de seu primo rico, apesar de também fazer parte canonicamente do universo de Invocação do Mal, "A Freira" não é um filme que fez muito sucesso, talvez por conta das inconsistências na narrativa e dos montes de Deus Ex Machina inseridos no roteiro. O filme gira em torno da saga de um padre, uma freira e um pervertido, que investigam o Castelo do Drácula na Romênia pra descobrir se o local era seguro ou se forças ocultas ainda estavam atuando por ali.

A Feia
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Pôster de lançamento do filme
96 min.
Direção Annabelle
Elenco Demián Bichir, o padre
Taissa Farmiga, a noviça/freira
Jonas Bloquet, o possuído
Sua mãe, o capeta
Gênero Emaconhado
Produtora The Capeta's Company
Lançamento 2018
Idioma Inglês
Exibição No cinema perto da sua casa

Índice

ProduçãoEditar

 
Após o sucesso em Invocação do Mal 2, Valak está de volta.

Após Invocação do Mal 2, todo mundo queria saber o background de Valak, o capeta exorcizado pelo Chico Xavier que foi o principal responsável pelas merdas que aconteciam em Amityville. Não podendo perder esta oportunidade de fazer ainda mais dinheiro, a Warner e James Wan imediatamente começaram a preparar um filme sobre ele, contando a história de vida desse demônio, e de onde diabos ele surgiu. E assim começou a produção de "A Freira", no qual Valak seria o centro dos holofotes e teria a oportunidade de pentelhar seus arqui-inimigos, o casal Warren pessoal da Igreja Católica.

Pra fazer um pouco de fanservice, já que spin-off só serve pra isso mesmo, os produtores escolheram Taissa Farmiga pra ser a freira protagonista, já que além de ser irmã de Vera Farmiga, a Lorraine Warren, Taissa já tem alguma experiência em lidar com assombrações, capetas e coisas do tipo, por atuar eternamente em American Horror Story. Por ser apaixonado por Vera, mais ou menos como o Tim Burton é apaixonado pelo Johnny Depp e pela Helena Bonham Carter, a ideia inicial de James Wan era chamá-la pra fazer o papel de madre veterana enviada pelo Vaticano, mas como madres não fazem exorcismos (pelo menos não que alguém saiba), algo que REALMENTE precisaria ter no filme, James e a Warner resolveram chamar Demián Bichir, um mexicano aleatório com cara de bêbado, pra fazer o papel do padre exorcista. O outro protagonista, Jonas Bloquet, só foi escolhido porque cobrava um salário baixo mesmo.

EnredoEditar

  Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo, como o fato de que Valak é derrotado, mas consegue sobreviver possuindo o corpo de Frenchie.

Editar

 
Após ser dedetizado pelos Belmont, a Igreja Católica achou que seria uma boa ideia transformar um lugar onde um monte de ritual satânico e sacrifícios humanos foram feitos em um monastério.

Tudo começa em 1888, quando o Conde Drácula, o rei dos vampiros e o terceiro maior hater da Igreja na história (perdendo apenas para as feministas e a Netflix), constrói o seu castelo na Romênia, este que deveria ser o centro de seu império de honra e glória. Precisando de capachos para destruir a humanidade e, principalmente, de companhia pra bater um papo enquanto toma suas taças de sangue humano, Drácula faz rituais que, como diria o Guardião Universal, são chamados de satânicos, pra abrir um portal do inferno e conseguir trazer demônios para a superfície. Mas pouco antes do primeiro capeta conseguir subir, o clã Belmont invade o castelo, mata o vampirão na chicotada e consegue selar a passagem usando uma relíquia com o sangue de Inri Cristo, conseguido através da doação de sangue. Após o local estar pelo menos teoricamente purificado, a Igreja Católica toma posse do castelo, estabelecendo ali um monastério para freiras reclusas. Se os monges de monastérios conseguem usar a Palma de Buda, as freiras desse monastério aqui desenvolveram o Magnus Exorcismus, com essa técnica, que consiste em uma reza revezada que dura 24hrs por dia, 7 dias por semana, elas conseguem desinfetar o local, matando até 99.9% dos capetas que aparecem. Mas esse 0.1% que é o problema, até porque se não fosse, nem teria filme.

Tudo ia muito bem, até que na Segunda Guerra Mundial, o monastério sentiu o impacto dos bombardeios diários nas proximidades, e a passagem pro inferno foi reaberta, liberando aquele que seria o protagonista do filme, Valak. Isso aí, pra abrir uma passagem pro submundo hoje em dia não são mais necessários rituais, nem fazer sacrifícios e nem acender velas pretas, basta tacar uma bomba no chão que o serviço já tá feito. Valak, não querendo chamar muito a atenção, começa suas peripécias bem devagarinho, a princípio apenas vagando pelos corredores do monastério a noite como uma simples assombração pra dar um cagaço nas freiras. Mas em 1952, com o seu poder restaurado por completo, ele ganhou imunidade à reza eterna das freiras, e conseguiu matar quase todas com sua telecinesia. As únicas que sobram são a Madre Superiora (que estava no banheiro no momento do massacre) e a Irmã Victoria, que por ser a que tem mais fé no monastério, Valak deixou pra matar por último. Após a Madre Superiora virar janta, Valak vai atrás de Victoria, mas como prefere morrer do que perder a vida, ela se mata antes de ser morta, botando uma corda no pescoço e pulando pela janela de seu quarto, se enforcando.

RecrutandoEditar

 
  Padre, mas por quê pediram pra eu ir com o sr.? Sou uma noviça como qualquer outra e nem tenho nenhuma relação com o monastério ou com qualquer uma das freiras de lá  
Irmã Irene
  Porque o diretor do filme quis, parabéns, você é a protagonista disso aqui  
Padre Burke

Na semana seguinte, Frenchie (Jonas Bloquet), um caipira de uma aldeia próxima, vai entregar alguns mantimentos pras freiras no monastério, mas percebe que a placa de boas vindas foi substituída por um corpo pendurado apodrecendo sendo comido pelos urubus. Para não estragar a paisagem rústica de uma construção clássica romena, Frenchie leva o corpo pra câmara fria, na qual ele deveria colocar os alimentos que levava. Após isso, ele liga pro 0800 do Vaticano e informa o ocorrido, então os cardeais, já conhecendo o histórico do Castelo do Drácula/monastério, decidem enviar o Padre Burke, um especialista em fenômenos paranormais que é uma espécie de Padre Quevedo italiano, pra investigar o caso e ver se o lugar ainda era seguro ou se forças ocultas estavam atuando por ali. Por algum motivo obscuro, talvez porque o diretor do filme ordenou, os cardeais decidem que ele deveria investigar o monastério em dupla com a Irmã Irene (Taissa Farmiga), mesmo ela sendo apenas uma noviça que nem fez os votos ainda e que nem conhecia aquela região do monastério, como ela mesmo diria mais tarde. Irene foi uma escolha 100% aleatória, e faz parte de um dos montes de Deus ex machinas presentes no filme.

Após buscar Irene na Escolinha Acarajé Feliz, Burke vai atrás do tritagonista do filme, Frenchie, pois além de mais informações sobre o ocorrido, ele precisava de um guia turístico pra levá-lo até o Monastério Maldito. A princípio Frenchie não queria muito levar eles não, ele queria era relaxar, mas como era um pervertido herege que ficou com vontade de realizar o ato coito com Irene, ele aceita a proposta pra formar uma dupla de três com eles. Agora com a panelinha formada, Burke, Irene e Frenchie finalmente vão para o seu destino final, a morte o monastério.

Investigação no Monastério MalditoEditar

 
O trio chegando no monastério que não passava por manutenção desde a Idade Média, eles não sabiam se ficavam com medo das assombrações ou do telhado cair na cabeça deles.

Chegando lá, o trio primeiro vai pra câmara fria investigar o corpo da Irmã Victoria. No pé dela, Burke encontra uma chave gigante que não fazia ideia do que abria, mas decide guardar mesmo assim. A seguir, ele entra no monastério, e é recebido pela Madre Superiora, que foi ressuscitada pela magia do Shinnok Valak, e sugere que Burke, Irene e Frenchie descansem, que passem a noite no monastério, continuando com suas investigações pela manhã. Algo bem clichê e óbvio, já que o capeta só ataca no período da noite em filmes de terror, pra dar mais emoção. Não sendo idiota de confiar em uma Madre Superiora que anda com a cara coberta por um véu preto e de passar a noite num lugar cheio de cruzes sinistras e onde uma freira se enforcou, Frenchie recusa a oferta e vai embora pra sua vila, prometendo retornar depois de 3 dias pra buscar Burke e Irene. Já o padre e a noviça não tem muita opção, eles aceitam passar a noite naquele lugar macabro, o que seria a pior decisão da vida deles.

 
Valak e Daniel, parceria de sucesso.

Quando chega 3 da madrugada, Frenchie ainda está andando pelos matagais pra voltar pra sua vila, quando é atacado por um capeta, mas mesmo estando desarmado e sendo um frango sem nenhum músculo ou conhecimento em artes marciais, ele consegue fugir milagrosamente, pois sua presença seria importante no final do filme. Enquanto isso, Burke está em seu quarto lendo 50 Tons de Cinza, quando ouve uns barulhos estranhos e, ao olhar pela janela, vê uns vultos andando do lado de fora do monastério. Ignorando a regra de ouro pra sobreviver em filmes de terror, a de não ser curioso, especialmente quando está em lugares esquisitos no meio do nada, Burke vai conferir do que se tratava, e acaba sendo enterrado vivo por um capeta em forma de guri, a assombração de Daniel, um moleque que ele exorcizou no passado e acabou morrendo no processo, que Valak fez questão de trazer de volta do limbo, até porque precisava de uma mãozinha pra dar conta de 3 protagonistas. A única que não foi atacada diretamente por nada do capiroto é Irene, pois Valak queria deixá-la por último. A única tarefa dela é perceber que algo de errado não estava certo e ir atrás do Padre Burke. Apesar dos esforços de Valak pra não deixar a noviça encontrar o padre, Irene tem uma skill secreta que lhe permite ter visões do passado, presente e futuro. Assim, usando toda a sua mana, ela consegue descobrir em que vala Burke estava enterrado, e o resgata.

 
Madre Superiora em trajes casuais. O trio de protagonistas quase morreu por ignorar uma das regras de ouro pra sobreviver em filmes de terror, que vale principalmente pra filme de demônio: nunca confie em alguém que anda com a cara coberta, esse alguém com certeza não é o que diz.

Após essa noite muito louca, na qual confirmaram que o cruz credo conseguia andar e agir livremente em um lugar teoricamente sagrado, Burke e Irene podiam tentar voltar pra vila, contactar o Vaticano e pedir o envio de uma Cruzada, mas como são vida loka, eles decidem continuar com a exploração do Castelo do Drácula/monastério por conta própria. A ideia era entrar no salão principal e conseguir informação com as demais freiras, mas a Madre Superiora sinistra permite que apenas Irene entre lá, já que o lugar estava em clausura monástica, ou seja, as freiras não poderiam ter contato com o mundo exterior, de maneira alguma elas poderiam fazer coisas como conversar com um homem, jogar Yu-Gi-Oh! ou ouvir um CD da Xuxa, tudo coisa do demônio. Claro que isso foi só um pretexto pra separar os dois protagonistas, já que Valak é fã de filmes de terror, e sabe que é mais divertido caçar os personagens quando eles estão sozinhos. No salão principal, Irene bate um papo com a Irmã Oana, e toma conhecimento da reza eterna que ocorre ali pra afastar assombração (que não estava funcionando muito bem), além de conhecer a história do monastério e descobrir o porque de tanta merda acontecer naquele lugar. Enquanto isso, Burke, sem nada pra fazer, consulta um bestiário, e descobre que o demônio que ele estava enfrentando se chamava Valak. O livro não mostrava como matar o bicho, mas é sempre bom saber o nome de quem se está enfrentando, Lorraine Warren que o diga. De brinde, ele ainda descobre o óbvio, que a Madre Superiora sempre esteve morta, que ela era apenas um boneco de ventríloquo controlado pelo Valak.

Enfim, ValakEditar

 
Irene lutando contra uma das assombrações invocadas por Valak.

Agora que teve sua identidade descoberta, Valak decide levar as coisas a sério, pois primeiro tem que trabalhar, só depois pode brincar, como diria Jailson Mendes. Como sempre, Valak quer deixar o prato principal por último, então o primeiro que ele vai atrás é do Padre Burke, que ainda está pesquisando pra ver se encontra um ponto fraco no demônio. Pra continuar a sua zoeira com o padre, mais uma vez Valak invoca Daniel, que ataca Burke mordendo ele e invoca serpentes pra matá-lo asfixiado. Apesar de meio velho, Burke possui histórico de atleta, assim ele consegue se livrar do demônio e da serpente e foge pra câmara fria. Mas Valak não desiste fácil, e usa a necromancia que aprendeu jogando D&D pra levantar o corpo da Irmã Victoria, que ataca Burke como um animal. Mas quando tudo parecia perdido, eis que Frenchie reaparece no momento exato, arrebentando a cabeça de Victoria com um pedaço de pau. Preocupado com Irene, seus olhos azuis, seu cabelo loiro e seu corpo fenomenal, ele voltou pra dar uma força na luta contra Valak, e trouxe uma surpresinha bem útil, uma .12 do Resident Evil. Já que não dava pra bater de frente com uma .12, Valak desiste de matar os dois por hora e vai atrás de Irene mesmo, que pra tentar afastar o cão, se une às outras freiras pra fazer um Magnus Exorcismus tunado. Mas Valak já criou anticorpos contra essa técnica, e consegue fazer todas voarem longe, menos Irene. Valak pensou que iria conseguir ter um x1 com Irene, mas quando a luta ia começar, Burke, Frenchie e sua .12 aparecem no salão, então Valak decide apelar novamente pra necromancia pra levantar o corpo da Irmã Oana como um zumbi, ordenando que atacasse os 3 protagonistas, mas a ameaça é facilmente eliminada por um tiro de .12 na cabeça. Sem mais ideias de como matar com estilo, Valak decide recuar temporariamente.

 
Julie e os Fantasmas fazendo a reza conjunta pra tentar afastar Valak, não funcionou já que nenhuma freira estava ali realmente, e a reza solitária de Irene não tinha lá muita força.

Agora que o trio se reagrupou, todo mundo começa a juntar as peças pra entender a situação. A primeira coisa que eles descobrem é que Irene é esquizofrênica, pois apesar de dizer que conversou com a Irmã Oana e que rezou com várias outras freiras pra afastar Valak, a Irmã Victoria foi a última freira do monastério, todas as outras tinham sido mortas há pelo menos umas 2 semanas. Eles também descobrem que Victoria não se matou apenas por medo, mas porque não queria virar um sock puppet de carne, se ela fosse possuída, Valak conseguiria escapar do monastério e tocaria o terror por aí. Por fim, a última conclusão a qual eles chegam é que até mesmo demônios antigos com super poderes tem medo de uma .12, e que ela ainda seria útil futuramente.

Se lembrando da história do monastério, e de como os Belmont selaram a passagem pro inferno usando o sangue de Inri Cristo, Irene deduz que a única maneira de parar o killing spree de Valak seria selando a passagem novamente. O único problema é que eles não tinham o sangue de Cristo pra fechar a passagem, e nem faziam ideia de como conseguir, já que isso não pode ser encomendado nem pelo Aliexpress. Mas Irene tem um pressentimento que, por conveniência, a relíquia com o sangue deveria estar escondida em algum lugar perto da passagem pro inferno, e que eles poderiam encontrar se procurassem um pouco. Não tendo uma ideia melhor, Burke e Frenchie concordam, e a missão final se inicia. Mas antes do trio partir pra muito provável morte, Irene pede pra Burke upar sua classe de noviça pra freira, pois assim o seu poder sagrado e sua possibilidade de sobreviver iriam aumentar consideravelmente. Burke concorda, pois Irene já possui nível de classe suficiente pra upar, assim ambos vão pra capela e finalizam a mudança de classe.

Encontrando o cu do mundoEditar

 
Burke encontrando uma importante relíquia escondida no Castelo do Drácula, o sangue de Inri Cristo, o qual cada gota causa 100 de dano sagrado em Valak.

Obviamente a passagem pro inferno estaria em um lugar bem sinistro, nesse caso nas catacumbas do monastério, que eram um labirinto com um monte de túneis escuros perfeitos pra um ataque de assombração. Ao entrarem, a primeira coisa que o trio faz é procurar pela relíquia com o sangue de Inri Cristo, a qual eles nem faziam ideia se realmente estava ali ou não. Mas como essa relíquia é a única coisa que consegue machucar Valak e seria fundamental na luta contra ele, é claro que estaria escondida em algum lugar por ali. Assim, após resolver a charada das visões de Irene, nas quais ela diz que sempre ouvia a emblemática frase "Maria, Maria, é um dom, uma certa magia, uma força que nos alerta" e de usar a chave gigante que encontrou no pé da defunta Irmã Victoria, o Padre Burke finalmente consegue encontrar a relíquia, a qual deixa com Irene, pois algo tão sagrado só poderia ser carregado por uma pessoa pura. Porra, mas ele é um padre e não se considera uma pessoa pura?

Enfim, agora que o primeiro problema foi resolvido, só faltava encontrar a passagem pro inferno no meio daquele labirinto enorme e todo escuro. Ignorando as características do local, o Padre Burke faz aquela sugestão que tem em todo filme de terror, que é quase como decretar a morte de todo mundo: que eles deveriam se separar pra cobrir mais território. Irene e Frenchie por algum motivo concordam com esta loucura, e cada um continua com sua exploração.

 
Já que falhou na missão de possuir Irene, Valak vai pro Plano B mesmo, usando a técnica do Reptile pra possuir Frenchie aos 45 minutos do 2° tempo, o que garantiu sua sobrevivência.

Agora que todos estavam sozinhos, Valak sabe que é hora de agir, assim começa a fazer seus movimentos. O primeiro que ele vai atrás, como sempre, é do Padre Burke, e o ataca repetindo o disfarce de Daniel pela terceira vez, a falta de imaginação de Valak era grande. E pela terceira vez Valak falha em matar Burke, que mesmo machucado e quase morto, consegue fugir e se esconder. Sem muito saco pra ficar brincando de esconde-esconde, Valak desiste e vai atrás de Irene, pois achou que já tava na hora de parar de enrolar e ir logo pro seu objetivo final, o de possuir um corpo humano. Após criar um bait simples, mas eficaz, Valak consegue atrair Irene pra dentro de um pentagrama, realiza a possessão e está pronto pra destruir a humanidade. Mas é nessa hora que chega Frenchie, que após apanhar muito da freira possuída, consegue tacar um pouco do sangue de Inri Cristo na cara de Valak/Irene, expulsando o demônio do corpo dela sem nem precisar fazer um exorcismo. Por fim, Valak fica puto e tenta matar Irene afogada, mas a freira bebe o sangue de Inri Cristo e cospe tudo na cara do demônio, exorcizando-o de vez, ou não.

No fim, todos conseguem sobreviver, apesar de não necessariamente inteiros. Frenchie revela pra Irene que seu real nome é Maurice, um detalhe que ninguém ligaria a mínima por ele ser um personagem irrelevante, mas que é algo importante de lembrar pra conseguir entender o UCC (Universo Cinematográfico do Capeta), do qual fazem parte todos os Invocação do Mal, Annabelle e qualquer outra coisa que James Wan queira. O que Irene e Burke não perceberam é que Frenchie Maurice foi possuído por Valak, o qual ficaria vivendo no corpo do cara por alguns anos como um parasita pra recuperar as forças. Quando Valak finalmente decide deixar de preguiça e possuir logo o corpo de Maurice, ele acaba sendo exorcizado por Ed e Lorraine Warren, iniciando assim uma rivalidade que duraria por muitos filmes.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

PersonagensEditar

Padre Burke
 
Burke e Valak, cuja mania é ficar parada atrás dos outros só pra "assustar" telespectador.
Burke é uma espécie de Padre Quevedo italiano, ele trabalha para o Vaticano investigando fenômenos paranormais pelo mundo, analisando se o caso é realmente sobrenatural ou se é apenas un fenômeno de la parapsiquê. Burke também quebra um galho como exorcista, apesar de não ser dos melhores, tanto que Daniel, um moleque que ele tentou exorcizar no passado, acabou morrendo após uma das sessões de desencapetamento. Por ser experiente (e o único disponível), Burke é enviado pelo Vaticano pra investigar o Castelo do Drácula que a Igreja invadiu e tava usando como monastério, pra descobrir se, após o suicídio de uma freira de lá, o lugar ainda era sagrado ou não. Por algum motivo obscuro, os cardeais dizem pra Burke realizar o trabalho em dupla de três com a Irmã Irene e Frenchie, dois adolescentes sem experiência ou interesse algum em investigação de fenômenos. No monastério, Burke tem em duas noites mais aventuras do que teve na vida inteira, ele é enterrado vivo, é perseguido pelo fantasma do moleque que exorcizou no passado, é mordido por uma serpente das trevas, quase é enforcado por essa mesma serpente, conversa com um defunto ressuscitado por necromancia, briga com outro defunto ressuscitado por necromancia (e perde), encontra a relíquia com o sangue de Inri Cristo, é mordido no olho pela mesma serpente das trevas mencionada anteriormente e apanha pra caralho de Valak. No fim, consegue sobreviver, mesmo ficando caolho. Ninguém sabe o que aconteceu com ele, mas provavelmente as suas peripécias até o fim de sua vida vão ser exploradas por James Wan em algum momento futuro.
Irmã Irene
 
Irene e Valak, que mais uma vez anda nas sombras atrás dos outros que nem um bandido achando que isso é legal.
Irene é uma noviça que estuda em uma escola católica romena, cujo objetivo é fazer os votos pra virar freira, algo que em condições normais não conseguiria, já que pelas costas, fica desmentindo pras crianças todos os ensinamentos da Madre Superiora. Pra ter alguma função no filme, o diretor deu para Irene um poder secreto, o de ter visões do passado, presente e futuro. Antes de saber que Irene era uma noviça, Frenchie queria comê-la. Depois de saber disso, ele ainda queria comê-la, e apenas por isso aceitou ajudar na aventura do padre e da noviça. No monastério, Irene libera todo o seu poder esquizofrênico e consegue conversar com as freiras de lá, conhecendo mais sobre história do monastério e da reza eterna revezada que elas faziam. Mas na verdade isso era quase que um O Sexto Sentido do Mundo do Contra, todas as freiras eram assombrações, enquanto Irene era a única viva. Como o objetivo de Valak sempre foi possuir um corpo humano, e ele era meio obcecado com o corpo de freiras, Irene logo entrou em sua mira. Após atraí-la pra dentro de um pentagrama, Valak consegue descabaçar Irene, e ao menos por alguns minutos consegue usar o corpo que tanto queria. Mas infelizmente pro demônio, Frenchie joga um pouco do sangue de Inri Cristo na cara dele, expulsando-o do corpo da freira. No fim, Irene consegue exorcizar Valak de vez, ou pelo menos achou que conseguiu, cuspindo na cara dele quase meio litro do sangue de Inri Cristo.
Frenchie, Maurice
 
Maurice dá PT após tomar "Batida de Valak" na balada do monastério e precisa ser socorrido por Ed e Lorraine Warren.
O amigo leal, babaca e mais ou menos forte de Burke e Irene. Frenchie mora em uma aldeia no interiorzão da Romênia, onde só tem mato e fazenda. Ele ganha a vida vendendo os alimentos que produz, e o seu principal cliente é o Monastério Maldito, já que os demais fazendeiros, muito lúcidos, não queriam trabalhar pro monastério, cujas terras eram consideradas malditas. Pelo contrato que a Madre Superiora fez com Frenchie, ele deveria entregar um carregamento de mantimentos lá a cada duas semanas. Mas em um dia como qualquer outro de entregas, ao chegar no monastério, Frenchie encontra um corpo apodrecendo de uma freira suicida pendurado na entrada do lugar, percebe que aquilo ali era ligeiramente estranho e contacta o Vaticano. Após alguns dias, os cardeais enviam Burke e Irene pra conduzir uma investigação no monastério, e a dupla precisaria da ajuda de Frenchie pra conseguir chegar lá. A princípio Frenchie não queria muito voltar lá não, encontrar um corpo já tinha sido suficiente pra uma semana, mas quando observa as curvas de Irene, ele volta atrás e decide acompanhá-los até o monastério, é melhor morrer do que perder a chance de impressionar uma loirinha. Muito lúcido, Frenchie não quis passar a noite no monastério quando a Madre Superiora o convidou, mas nem assim ele conseguiu fugir dos capetas, sendo atacado quando estava voltando pra casa, mas conseguiu fugir. Apesar de saber que a morte era certa, Frenchie decide voltar pro monastério pra ajudar seus parças, mas agora levando uma .12 pra dar uns apavoros em Valak. Após quase morrer várias vezes, ele conseguiu matar um monte de zumbis e ainda conseguiu rancar Valak do corpo de Irene. No fim, ele acaba sendo possuído por Valak, mas o demônio só iria se manifestar anos mais tarde, pois ele queria ter a chance de brigar com o casal Warren.
Valak
 
Lorraine Warren e Valak, até o quadro do capeta tem a péssima mania de ficar andando atrás dos outros.
O antagonista do filme, Valak é um demônio muito econômico, preocupado com o valor da conta de energia, ele sempre vai apagando as luzes dos corredores que passa. Ele é o mesmo que levou um cacete de Ed e Lorraine Warren em Invocação do Mal 2, mas aqui não existe o Deus ex machina de exorcizá-lo apenas dizendo seu nome em voz alta, o único jeito de parar esse capeta é usando o sangue de Inri Cristo pra selar a passagem pela qual ele veio pra Terra, assim ele magicamente seria puxado de volta pro inferno. Claro que isso era apenas o que os protagonistas achavam, já que pra matar de vez só com um exorcismo dos bravos mesmo. Agora que ganhou os holofotes, Valak teve bastante tempo pra demonstrar os seus poderes, como telecinesia, invocação de serpentes das trevas, invocação de fantasmas, possessão demoníaca, necromancia, ventriloquismo e imunidade ao dano sagrado das orações. Assim como qualquer demônio, suas únicas fraquezas são os símbolos religiosos e os pastores da Igreja Universal gritando "SAI!". Valak quase morreu com o dano sagrado que levou do meio litro de sangue de Cristo que Irene tacou em sua cara, mas mesmo deformado, ele conseguiu sobreviver e se escondeu no corpo de Frenchie/Maurice, já começando a preparar sua vingança, mas falhando nas próximas duas tentativas por conta da intervenção do casal Warren.

RecepçãoEditar

Esse é mais um filme superestimado de James Wan. Apesar de ter sido feito as pressas e, consequentemente, possuir vários plot holes e inconsistências na narrativa, "A Freira" é considerado bom pelo público em geral, apesar de qualquer um perceber que ele é (muito) inferior aos demais filmes do universo "Invocação do Mal". Aqui mais uma vez James Wan usou sua técnica máxima suprema de produzir filmes gastando pouco e ganhando milhões. Assim, gastando US$22 milhões e ganhando US$365.6 milhões, o filme pode ser considerado um sucesso, e é mais do que óbvio que a Warner e a New Line Cinema vão produzir uma continuação o quanto antes pra faturar ainda mais.