Taxi Driver – Motorista de Táxi

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Este artigo faz parte do DesFilmes, a sua coletânea de filmes rejeitados.
Enquanto você lê, gente feia e peluda transa em uma pornochanchada



Taxi Driver é o filme preferido de todo doentão incel de vinte ou trinta e poucos anos que sonha em acabar como Travis Bickle: morto dentro de um puteiro um defensor dos bons costumes e da moralidade que salva a vida de uma pobre donzela indefesa e se torna um herói conhecido pelo mundo inteiro, acabando com aquela paixonite caidinha por ele. Infelizmente esse tipo de história só acontece em filme (ou não) e os pobres solteirões tem que se contentar em esperar pelo dia em que uma putinha de 14 anos entra no banco de trás do seu carro enquanto assistem a Taxi Driver pela 14ª vez.

Taxi Driver
Taxi Driver Significa em Inglês: Motorista de Táxi (BR)
Caroneiro de Táxi (PT)
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Capa do DVD
Bandeira dos Estados Unidos Estados Unidos
1976 • escuro pra caralho • 113min
Direção Não é parque de diversão
Elenco Are you talking to me?
Perseguida
Gênero Psicopata punheteiro
Distribuição Colômbia Pictures

EnredoEditar

  ATENÇÃO! O texto abaixo pode conter (ou não) um ou mais SPOILERS!

Ou seja, além de deixar o artigo com mais pressão aerodinâmica nas retas e mais estável nas curvas de alta, ele pode revelar, por exemplo, que a Espanha dá dez pontos pra Israel e Israel ganha, ou que Rey é neta do Imperador Palpatine.

 
 
Travis não vai mais aguentar calado e vai pra cima de você, seu filho da puta!

Travis Bickle é um veterano da Guerra do Vietnã que por sofrer de insônia e ser macho demais pra se viciar em rivotril resolve virar taxista (não exista Uber na época) pra ter algo que fazer a noite. Enquanto não está rodando por aí com seu táxi ou vendo programas que passam em horários impossíveis de assistir na TV, Travis passa boa parte do seu tempo em cinemas eróticos. Sim, era assim que o seu pai ou o seu avô faziam pra poder ver putaria quando jovens. Viu como a internet é uma coisa maravilhosa.

A vida de Travis parece que finalmente vai sair da mesmice quando ele conhece Betsy, uma bela loira de farmácia que trabalha num comitê daqueles políticos que você só vê de quatro em quatro anos. Os dois viram amigos e Travis fica doido pra dar umas pegas na loirinha, que apesar de saber que está andando com um doentão com cara de psicopata, parece ser atraída pelo jeito "diferente" dele. Só que aí nosso amigo taxista acabou dando um passo a frente na hora errada quando levou sua amiguinha para assistir a um dos seus filmes eróticos, pra mostrar o que ele queria fazer com ela. Infelizmente Betsy é uma dessas meninas frescas que gostam de putaria mas pagam de santas, e ficou absolutely disgusting com o filme, cortando todos os laços que tinha com o nosso amigo protagonista lunático.

De volta á estaca zero, Travis ficou ainda pior do que já era graças as noites sem dormir e começou a imaginar que ainda estava no Vietnã e que o tal político famosão era na verdade um comandante vietcongue pronto pra estourar os miolos do protagonista, por isso acabou planejando uma clássica missão de sabotagem que acabou não dando muito certo. Mas não foi só isso, ele também começou a achar que era algum tipo de justiceiro social e tentou salvar a vida de Iris, uma menininha que estava perdida no mundo da prostituição. Só que ao invés dos justiceiros pós-modernos, que se resumem a fazer crítica social foda no Twitter, Travis resolveu ele mesmo acabar com o problema pela raiz ao descarregar um três oitão bem em cima do cafetão.

No final, após ter salvo a garotinha das garras do cafetão pedófilo, Travis virou um herói famoso e até a própria Betsy voltou a dar atenção pra ele. Claro que isso tudo pode muito bem ter sido alucinação do protagonista enquanto estava em seus últimos momentos de vida e perdendo uma tonelada de sangue, mas vamos fingir que a última cena aconteceu de verdade desse jeito bonitinho pra deixar todo mundo feliz com seu "happy ending". O duro é que mesmo depois de quase ter morrido, Travis continuou sendo um reles taxista e não ganhou porra nenhuma mesmo tendo aparecido na capa de mais de 8 mil jornais.

Produção e elencoEditar

 
Travis todo estiloso e com um sorriso estampado no rosto. Nem parece que perdeu completamente a sanidade mental.

O filme foi gravado em Nova York, e pontos reais da cidade foram utilizados como cenários. Essa foi uma estratégia utilizada por Martinho para não gastar dinheiro com sets já que o orçamento era baixo.

Para o papel de Travis Bickle, Martinho escolheu aquele que seria seu grande parceiro de transa carreira, Robert DeNiro. Ele caiu como uma luva para o papel porque sempre teve cara de doente mas não era esquisitão o bastante pra afastar todo mundo. Para se preparar para o filme, DeNiro passou vários dias sem dormir até ficar tão doidão da cabeça quanto Travis. O duro foi ter que lidar com ele durante as gravações com medo de tomar um tiro na cabeça. Para fazer o moicano do final do filme, Martinho foi numa roda de punk e chamou uma daquelas barangas gordas que são feias o bastante pra usarem moicano sem ninguém achar estranho.

O papel de cafetão ficou com Harvey Keitel, outro coringa do diretor. Joe Pesci, que por obrigação de contrato aparece em todos os filmes de Martinho, fez o papel do segurança do puteiro que toma o tiro na cabeça. Acostumado com cenas do tipo, Pesci não teve problemas em levar (mais) um tiro na fuça. Jodie Foster tornou-se a primeira lolicon da história por interpretar Iris.

LegadoEditar

Como eu já disse na introdução, Taxi Driver se tornou o filme favorito de uma cambada de psicóticos que se identificam com o protagonista a medida que também são "defensores da moral e dos bons costumes" em meio a tanta escória. Alguns chegaram até ao ponto de se vestir e usar um moicano igual ao de Travis, e um sujeito mais problemático da cabeça foi mais longe ainda ao tentar reproduzir a cena do atentado na vida real com ninguém mais ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos.

Até hoje, falar sozinho no espelho se tornou um dos sintomas mais graves de sociopatia e se você ver algum amigo ou familiar por acaso apontando uma arma para o próprio reflexo, ligue para o manicômio mais próximo o mais rápido que puder. Ou então, se você for corajoso e burro o bastante, experimente dar um abraço bem gostoso naquela pobre alma solitária.